O Batizado dos Recrutas: Trote, Socialização Acadêmica e Resistência ao Novo Ensino Policial Brasileiro
Carlos Linhares de Albuquerque, Eduardo Paes Machado
Resumen
O artigo aborda o trote no encontro inicial dos recrutas calouros com a Academia da Polícia Militar, discutindo suas implicações para a reforma do ensino policial. Analisa o trote como componente de um contra-currículo acadêmico, informal e alternativo, que mina o novo currículo formal de ensino. Utiliza dados coletados por meio de 31 entrevistas semi-estruturadas, técnicas etnográficas e material didático produzido pelos recrutas. Interpreta os abusos, jogos e castigos infligidos aos recrutas calouros pelos veteranos, evidenciando os sentidos diferenciados e complementares do ritual para eles e para a instituição. Revela a existência de um pacto entre a equipe dirigente e os recrutas veteranos para estes ministrarem o trote. Confirma resultados de estudos sobre o papel dos ritos no despojamento da identidade e integração dos novos membros das instituições. Vê o trote como um exemplo da lógica dualista do novo ensino policial, que acena com a perspectiva de democratização, mas mantém práticas autoritárias de socialização. Defende o fim e a substituição do trote por formas de celebração coletivas que contribuam para a efetivação das mudanças curriculares propostas
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Universidad del Zulia /Venezuela / Capítulo Criminológico / revistacapitulocriminologico@gmail.com /ISSN: 0798-9598
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